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sábado, 22 de maio de 2010

Jiu-jitsu parte 5 : forma de treinamento

Um dos elementos característicos do jiu-jitsu é o uso de um uniforme específico, o quimono. Há ainda o uso de uma faixa amarrada na cintura, que segue uma hierarquia na seguinte ordem: branca (iniciantes de qualquer idade), cinza (4 a 6 anos), amarela (7 a 15 anos), laranja (10 a 15 anos), verde (13 a 15 anos), azul (16 anos ou mais), roxa (16 anos ou mais), marrom (18 anos ou mais), preta (19 anos ou mais, indo até o sexto grau), vermelha e preta (sétimo e oitavo graus) e vermelha (nono e décimo graus). É importante ressaltar que as faixas cinza, amarela, laranja e verde só são utilizadas se o praticante tiver menos que 16 anos e a faixa vermelha décimo grau pertence apenas aos 5 irmãos Gracie pioneiros do esporte.
O jiu-jitsu adotou o uso do quimono e das faixas coloridas influenciado pelo judô, a primeira luta a ser modificada a adaptada para o esporte moderno. O objetivo das faixas é classificar os lutadores de acordo com o nível de habilidade, conhecimento e eficiência na execução das técnicas. Também é necessário dizer que o uso do quimono é obrigatório nos treinos e competições de jiu-jitsu esportivo, tornando-se desnecessário somente nos treinos e competições de submission (eventos em que atletas de várias modalidades esportivas de luta agarrada se enfrentam) e Vale Tudo (ou MMA).
Num treinamento buscando a melhoria das habilidades e a evolução da técnica, a metodologia tecnicista é importante, onde a luta é geralmente transmitida através de uma série de movimentos específicos, onde um praticante executa as ações de ataque e defesa isoladamente. A seguir, antes de evoluir para o treino de combate, os movimentos específicos são combinados a uma série de ações de ataque / contra-ataque / queda / imobilização. Para atingir um bom nível de habilidade, o praticante necessita de um longo e intenso processo de treinamento.
Para que cada ação possa ser desempenhada natural, técnica e corretamente, deve-se repeti-la seguidamente. Na aprendizagem e prática do jiu-jitsu, os seus praticantes devem se revezar em Tori (o que pratica a ação) e Uke (parceiro passivo, que não resiste nem ajuda o companheiro na execução da técnica). A repetição intensa permite que a execução do movimento flua naturalmente. É preferível que se repita muitas vezes a mesma posição até a completa aprendizagem do que aprender uma nova a cada dia.
Durante as aulas, a repetição do conteúdo técnico se faz totalmente necessária, mas tal monotonia pode e deve ser reduzida, afinal, o tédio provocado é um fator prejudicial à aprendizagem. Deve haver a alternância entre a aprendizagem de algum fundamento técnico e a realização de atividades motivadoras, como treinos específicos e lutas, que são popularmente conhecidas como "rolas".
É fundamental que se leve em conta a seqüência pedagógica e a dinâmica nas aulas. Deve-se estar atento às necessidades dos alunos.
(Alexandre Ramalho Leite M. Castro - CREF nº. 011504-G/RJ)

2 comentários:

  1. Gostei dos textos, mas não encontrei alguma pesquisa em seu blog falando quem foi que levou o jiujitsu para a zona norte, e da onde veio a gft...

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  2. Gostei dos textos, mas não encontrei alguma pesquisa em seu blog falando quem foi que levou o jiujitsu para a zona norte, e da onde veio a gft...

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